Ensinando Matemática com a Economia Solidária

publicado em: 19/10/2012 15:02:44(www.ulbra.br/ppgecim)

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A tarde de quinta-feira, 18.10, foi de discutir maneiras de ensinar Matemática através dos princípios da Economia Solidária para professores e estudantes do Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIM) da ULBRA Canoas.

Em uma conferência, a doutora em Educação e docente do Instituto de Ciências Matemática e de Computação, Renata Geromel Meneghetti, falou sobre Etnomatemática no Contexto da Economia Solidária. A professora apresentou o trabalho desenvolvido junto à USP São Carlos (SP), onde acompanha cooperativas e pequenos empreendimentos voltados às práticas de economia solidária.

Renata destacou que foi preciso adequar os diferentes processos pedagógicos de ensino para cada empreendimento, de acordo com o grau de instrução e o tempo disponível das pessoas que participam da pesquisa. A professora argumenta que é preciso que estas pessoas aprendam a pensar matematicamente para gerir os negócios. Ela ressalta que este processo de aprendizagem também contribui para a inclusão e o conhecimento de diferentes culturas.

 

Dissertação aborda estudo com 7ª e 8ª séries

Na mesma linha, a estudante do PPGECIM da ULBRA Canoas, Loraci Maria Birck, apresentou sua dissertação de mestrado no mesmo dia. Com o tema Moeda Solidária na Matemática: Proposta de projeto para alunos de 7ª e 8ª séries, ela utilizou os princípios da economia solidária para desenvolver o trabalho com turmas de uma escola no interior do Rio Grande do Sul, onde a principal característica é a agricultura familiar.

Para desenvolver a pesquisa, as turmas foram dividas em grupos com diferentes responsabilidades, para que uma feira de trocas pudesse ser realizada.

Entre as atividades desenvolvidas, Loraci destaca que os estudantes, além de criarem uma moeda de troca específica, fizeram a comparação com as moedas de outros países mostrando também noções de economia mundial.

Para ela, com esta experiência, os alunos ainda aprenderam a importância de se manter práticas que incentivem relações solidárias.

Fonte: ACS ULBRA